Palavras que cortam
O ventre da ilusão
Deveriam ser audácia
Ou ingratidão?
Silêncios que juntam
O cerne à razão
Deveriam ser verdade
Ou desilusão?
Diálogos que montam
As peças da sedução
Morrem antes, durante ou depois
Da constatação?
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
sábado, 24 de agosto de 2013
Desejo ardente
Que me faz ser gente
Entra pela corrente
E me faz ser contra
A mistura daquela monstra
Que te consome pela raiz
Te entope de verniz
E te faz infeliz
Desejo ardente
Que me faz corrente
Entra nesta gente
E ensina a ser moça
Cúmulo de força
Que te ensina e diz
O que eu decido
Eu já não quis
sexta-feira, 14 de junho de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Existem homens
Existem homens
que me fazem poeta
Existem homens
Que me fazem puta
Existem homens
Que me fazem nua e crua
Existem homens
Que me levam à terra
Existem homens
Que me levam à lua
Existem homens
Que me levam para o fundo daquela rua
Existem homens
De alma benéfica
Existem homens
De alma obscura
Existem homens
De alma idêntica à sua
Existem homens
Que o coração aperta
Existem homens
Que o coração pula
Existem homens
Que o coração não sabe se é de sangue ou de uva
Existem homens
De todas as pedras
Existem homens
De todas as musas
Existem homens
Que de tantos adjetivos viram música
domingo, 20 de janeiro de 2013
Não sei se é apatia
Desencanto
Experiência
Ou desarmonia
Não sei se me falta
Encanto
Paciência
Talento
Ou Simpatia
Nada mais me surpreende
Alma alguma me domina
Tudo que vejo nos olhos
Já estava escrito
Nas entrelinhas
Não sei se é ironia
Crueldade
Fantasia
Magia
Mania
Ou sagacidade
De que me vale o fim da surpresa
Das almas alheias
Que vantagem leva a piedade
Da previsão?
A que recorrer se o fim da graça
É o ponto de partida?
Ao contrário dos vãs profetas
Se a escolha me fosse concedida
Ficaria com o sabor da incerteza
A leveza das alegrias incertas
E a surpresa da despedida
Desencanto
Experiência
Ou desarmonia
Não sei se me falta
Encanto
Paciência
Talento
Ou Simpatia
Nada mais me surpreende
Alma alguma me domina
Tudo que vejo nos olhos
Já estava escrito
Nas entrelinhas
Não sei se é ironia
Crueldade
Fantasia
Magia
Mania
Ou sagacidade
De que me vale o fim da surpresa
Das almas alheias
Que vantagem leva a piedade
Da previsão?
A que recorrer se o fim da graça
É o ponto de partida?
Ao contrário dos vãs profetas
Se a escolha me fosse concedida
Ficaria com o sabor da incerteza
A leveza das alegrias incertas
E a surpresa da despedida
Ensaio de despedida
Como se arranca do peito
O sabor
Do tempo?
Como se tira da língua
Maré de palavras
Nunca findas?
Como se põe na retina
Um olhar
Carinhoso
De doída despedida?
O sabor
Do tempo?
Como se tira da língua
Maré de palavras
Nunca findas?
Como se põe na retina
Um olhar
Carinhoso
De doída despedida?
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